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terça-feira, 22 de junho de 2010

JESUS A MELHOR E UNICA ENTRADA PARA O DESCANSO DO SENHOR

A GRANDE E MELHOR PORTA ... por Pra. Marcia Sereno.



JESUS É O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA.

Primeiro conheci a verdade.
Conheci o Senhor Jesus e o seu amor por nós...
Este amor me gerou, e nasceu em mim o amor por Ele e o desejo de segui-lo...
A sinceridade deste amor me faz caminhar com Ele dia a dia, e ter vida abundante nEle...faz me sentir viva,  agradecida e feliz...

Jesus é a porta que nos leva a Deus... e esta porta está sempre aberta para mim, oh! glória a Deus...

Eu sou um coração aberto para brilhar a face e a vontade de Jesus para muitas vidas...

Convido você, que está visitando este blog e lendo esta postagem,  a ficar atento com as batidas no seu coração, pois quem bate é o Rei dos Reis, trazendo o caminho (ELE) a verdade (ELE) e a vida (ELE)...

SIM... JESUS... ELE É A GRANDE PORTA!
ALELUIA! 

Um beijo no seu coração!

Pra. Marcia Sereno
Avivamento já!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

PAIXAO NAO É AMOR



Quando a paixão nos toma de súbito,
o melhor é resistir-lhe aos estímulos,
ou antes, fugir-lhe ao menor contato.
Embora a sociedade apregoe o contrário,
é mister esclarecer que paixão não é amor.
Não é sentimento e dificilmente o será...
Paixão é acometimento da alma,
cujo bom senso visivelmente afetado,
descarrega no corpo uma euforia não-saudável.
É nesse estado febril do espírito,
que invariavelmente agimos de modo
a nos arrepender depois...
Impulsividade nas atitudes, exacerbação dos sentidos,
mudanças bruscas no cotidiano,
jamais serão consequências do genuíno amor.
Para evitar esse ciclo destrutivo
que nos impede o avanço ou antes a felicidade
fiquemos com a tranquilidade do amor!
Este jamais acomete de súbito,
chega devagar, aos poucos,
como escolha e decisão consciente
que nos estimula o crescimento íntimo,
e nos instiga o melhoramento do estado geral
de quem somos.
Lembremo-nos: o amor sempre nos chamará a paz.

Luciana Rodrigues

O NEGOCIO É FICAR

O negócio é ficar?

Posted by Josiel Dias
O negócio é ficar?

Kátia, sua melhor amiga, não acreditava que Lígia havia voltado atrás na sua decisão de não entrar na onda de "ficar". "Lígia, o que aconteceu? " ela interrogou. "Você disse que não queria nenhum envolvimento físico com um rapaz antes de assumir um compromisso sério. Você não é a mesma pessoa como antes . . ." "Cai fora, Kátia. Nestes dias não dá pra gente resistir. Todo mundo faz. Você está com ciúmes porque eu consegui o Roberto. Hoje, o negócio é ficar."
"Ficar" é um fenômeno entre a juventude brasileira. Embora o "namoro de praia" sempre existia, esta nova onda social atinge muito mais adolescentes e jovens, e constitui um perigo ainda maior. O que significa "ficar"? Uma reportagem da Veja (13 de junho, 1990) intitulada "O Negócio é Ficar" o descreveu assim:
"Ficar . . . transformou-se na definição de um pré-namoro, em que apenas abraços e beijinhos não têm fim--mas isso não significa que exista um compromisso entre os que ficam."
Em outras palavras, quem "fica" entra num relacionamento que inclui (e normalmente enfatiza) envolvimento físico sem nenhum compromisso de longo prazo. Em pouco mais de cinco anos, a onda de "ficar" tem atingido uma grande porcentagem da nossa mocidade. Mas poucos têm avaliado biblicamente o que gosto de chamar "ficação".
Para o jovem cristão, o negócio é ficar? Creio que a resposta é: não!! Além disso, creio que "ficação" é mais uma tentativa de Satanás para minar a pureza moral da nossa juventude, neutralizar seu testemunho, e, eventualmente, estragar seus futuros lares. Existem pelos menos duas razões bíblicas porque o jovem cristão não deve seguir a moda de ficar:
1) Amizade bíblica implica em compromisso. O livro de Provérbios esclarece a natureza da verdadeira amizade: ela exige constância (Pv. 17:17, 18:24), lealdade (17:10), e compro misso (17:17). Não é influenciada pelo "exterior" como bens materiais e aparências (19:4,6,7; 14:20,21). Sempre pensa no bem-estar do outro, não na sua própria gratificação, e não mede esforço para provocar melhoras no caráter do outro (27:17; cf. 27:5,6). A amizade verdadeira segue o padrão de amor em 1 Co. 13:4-8. O compromisso de se dar é muito raro em nossos dias, mesmo entre amigos, e praticamente inexistente no "ficar".
2) Biblicamente, o envolvimento físico legítimo entre duas pessoas sempre exige compromisso sério entre elas, especificamente, casamento. A união física de duas pessoas reflete uma aliança (compromisso) entre elas (Pv. 2:17, Ml. 2:14, Gn. 2:24). Deus criou as expressões físicas de amor e intimidade como uma "escada biológica". No plano de Deus, cada degrau da "escada" leva naturalmente para o próximo, até alcançar o "topo", a consumação sexual. Deus deixa bem claro que esta experiência se reserva para casais casados (Hb. 13:4). Mas deve-se perguntar se um casal tem o direito de subir qualquer degrau da escada quando não há compromisso, seriedade e intimidade interior nos níveis social, emocional, intelectual e espiritual. 1 Ts. 4:3-8 adverte contra o uso do corpo para satisfazer desejos impuros de uma forma egoista. A exploração do corpo de uma outra pessoa barateia tanto a pessoa quanto o propósito de Deus. Na Bíblia isso representa, na melhor das hipóteses, falsidade e hipocrisia, e na pior, fornicação e prostituição.
Além destas razões, existem algumas conseqüências sérias de "ficar". Mais uma vez, descobrimos que Satanás tem enganado a muitos para pensarem que ficar "não faz mal". Vários jovens já afirmaram para mim que estas conseqüências são a realidade em suas vidas.

1) Você ganha uma "reputação" (cf. Pv. 5:3,5; 7:5-13). Todos os colegas sabem quem "fica" e quem não "fica", quem está "disponível" e quem não. Conforme a reportagem da Veja, os próprios jovens ainda policiam as meninas que "ficam demais". E "as garotas ainda temem ser mal compreendidas pelos rapazes." Isso porque sabem que os meninos falam.
2) Você perde seu testemunho (Mt. 5:13). Muitos jovens ficam porque dizem que "todo mundo faz". Mas a Palavra de Deus nos adverte contra sermos conformados com este mundo (Rm. 12:2). Ter um testemunho implica em ser diferente! O sal que perde seu gosto não vale para mais nada. Onde estão os jovens de garra e fibra como José e Daniel, que resistiram tentação no poder do Espírito?
3) Você se sente sujo, usado, e culpado (Pv. 5:10-13). O jovem em Provérbios 5 reconhece sua insensatez em não dar ouvidos para seus pais e conselheiros. Pena que foi tarde demais. Tenho falado com muitos jovens que confirmam que se sentiram explorados depois de "ficar". Veja citou um psicólogo que afirmou sobre o "ficar": "Nem tudo está perfeito. As meninas ainda têm culpa e os rapazes não estão acostumados a simplesmente ficar. . . Isso quer dizer que os próprios jovens acabam se confundindo . . . ficando com um no sábado e com outro no domingo."
4) Você inicia um processo de dessensibilização e frustração. O jovem que fica corre o grande risco de não poder parar sua subida da "escada biológica". Os beijos levam para abraços, e os abraços para carícias. Ficar parado é cada vez mais difícil, pois as "coisas velhas ficam pra trás". Ouça alguns comentários de jovens entrevistados pela Veja: "Nada é melhor do que transar com quem e quando se quer . . ." "Ficar é ótimo, porque tenho sempre uma companhia diferente. Além disso, preciso aproveitar agora que as meninas estão mais liberais." "Sexo, para quem fica, não é mais indispensável. Pode-se praticá-lo ou não, depende da vontade." Mas para o jovem cristão que "não tem vontade", ainda pode gerar frustrações interiores que levam a pensamentos impuros, o uso da pornografia, e a masturbação. Mas Deus não nos chamou para estas coisas, e sim para "santificação e honra" (1 Ts. 4:4).
5) Você estraga relacionamentos no corpo de Cristo (1 Ts. 4:3-8, Mt. 5:23-26). Uma das conseqüências de relacionamentos íntimos baratos é que eventualmente a maioria são desfeitos. Mas muitas vezes isso leva a ressentimentos, mágoas e ódio. Nossas igrejas estão cheias de jovens e adultos feridos por outros membros do corpo para quem não podem nem olhar no rosto, embora uma vez fizeram muito mais que olhar. Fica quase impossível voltar para a "estaca zero" de amizade "inocente" quando já trocaram intimidades. O padrão bíblico é para restaurar estes relacionamentos através do perdão. Mas a medicina preventiva da Palavra é nunca ofender o irmão desta maneira. Provérbios diz "O irmão ofendido resiste mais que uma fortaleza; suas contendas são ferrolhos dum castelo" (18:19).
6) Você cultiva um egoismo que pode minar seu futuro casamento. Pessoas que "ficam" aprendem padrões de auto-gratificação, de exploração, e de falta de disciplina moral que no mínimo complicarão seus futuros casamentos, e que poderão facilmente levar à infidelidade conjugal. Isso porque o "ficar" enfatiza os meus desejos, as minhas necessidades, o meu prazer. E depois do casamento? O que impede que estes mesmos padrões continuem? Adquirir padrões de comportamento egoistas é outra conseqüência de "ficar". As pressões para ficar são muito grandes. Mas pela graça de Deus o jovem cristão pode resisti-las. Mas, se alguém já ultrapassou os limites estabelecidos por Deus? Mesmo que alguém já tenha pisado na bola, a graça e a misericórdia de
Deus não têm fim (Lm. 3:22, 23). Hoje pode ser o primeiro dia do resto da sua vida--um novo começo. O plano perfeito de Deus é a nossa santificação. Pela sua graça, colheremos os frutos de uma consciência limpa, amizades profundas, e lares felizes. Estas são conseqüências que realmente valem a pena buscar, resistindo as tentações e pressões para ficar.

O negócio é ficar? Creio que para o jovem cristão, a resposta é não. Para o cristão, "ficação" é mais uma ficção de Satanás.


Pr. Davi Merkh

VISAO ESPIRITUAL






ABRINDO OS OLHOS VENDADOS

Tende cuidado, irmãos, jamais acontecer haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo;” Hb 3.12
um ditado popular que diz: “O pior cego é aquele que não quer ver.”
Dentre os vários assuntos tratados na Bíblia, um que mexe profundamente conosco é a santidade. Francis Frangipane, em seu livro “O desafio da Santidade” diz que “O caminho da santidade é um caminho tanto repleto de vida como de morte; tanto de perigos como de bênçãos. É um caminho no qual você será desafiado, preenchido pelo poder de Deus, tentado e crucificado. Mas não ficará desapontado. Se é a Deus que você procura, é a Ele que irá achar.”

Mas a própria santidade tem o seu primeiro passo: a humildade. No reino de Deus não há grandes homens, não há grandes servos de Deus. Se for grande não é servo e se é servo não é grande. No reino de Deus há humildes servos que Deus resolveu usar grandemente.

Mas para que isso aconteça, somos desafiados a expor nossas falhas, nossos pecados à luz da Palavra de Deus, provocando o arrependimento e a mudança de rota.

O problema é que a cegueira espiritual nos contamina e impede os nossos olhos de enxergar com clareza e profundidade bíblicas os pensamentos e motivações do coração (Jr 17.9) e deixarmos que o Espírito Santo efetue as mudanças necessárias em nossa vida.

O que chamamos de cegueira espiritual é bem exemplificado na carta à igreja em Laodicéia: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de cousa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3.17).

O pecado nos veste com uma capa de engano, as quais chamo de máscaras. Portanto, o segundo estágio para alcançarmos a santidade envolve a exposição do nosso coração à verdade e a eliminação das mentiras que estão dentro dele. Se o Espírito vencer o poder do engano, então Ele vence o poder do pecado.

A seguir, descreverei dez máscaras que tapam nossa visão, as quais relutamos em tirar.
1)A máscara de um senso muito acurado de si mesmo
Tg 1.22-25 – uma pessoa só consegue ver a si mesma como realmente é quando se contempla atentamente no espelho perfeito das Escrituras. Devemos olhar para nós mesmos não como gostaríamos de ser, mas como somos e como Deus quer que sejamos. É preciso nos enxergar nos espelhos das Escrituras.
2)A máscara de ter sido vítima de pecado de outros.
Esta é a história de Mateus 7.1-5 – Nosso senso de vítima é mais absorvente que nosso senso de pecadores. Nunca somos nós quem precisa de mudança. O problema está sempre nos outros. Quando confrontados por alguma atitude indevida sempre damos justificativas e desviamos o foco de nós.
3)A máscara de provações e testes.
Gl 6.7,8 – Normalmente, achamos que não merecemos aquilo que colhemos. Não enxergamos que muitas coisas são conseqüências das nossas escolhas erradas e achamos que tudo é provação, porque põe em risco algo que nos é valioso.
4)A máscara das necessidades.
É quando nos vemos sempre como pessoas necessitadas. Não vemos que o nosso estado de necessidade é efeito do pecado (egoísmo) Ef. 2.3. A carência revela muito mais o que nós somos do que o que precisamos. O centro do universo é o nosso gosto, a nossa vontade. Normalmente responde com crítica irada a qualquer um que pareça ignorar sua pessoa ou suas necessidades. Acha que os outros é que são egoístas e não demonstram prontidão, quando na verdade ela é que está centrada em si mesma.
5)A máscara do conselho sábio.
Pv 17.16 - Só nos aproximamos de pessoas que concordam conosco. São conselhos que parecem sábios porque contribuem para nos enxergarmos distorcidos e não vermos as questões reais da vida.
6)A máscara do discernimento pessoal.
Vestimos esta quando achamos que nossas interpretações dos fatos e da vida é que são certas. Se formos questionados, logo o clima fica tenso. Discernimento não é resultado de ser analítico, mas de ser bíblico (Sl 119.98-100). As vezes os nossos desejos distorcem a nossa interpretação.
7) A máscara do senso de valores.
Os nossos tesouros é que motivam o nosso coração. Há tesouros que tem a ver com nossos relacionamentos: amizades, respeito, aceitação, amor. Fazemos uma lista de exigências e julgamos as pessoas quando falham em viver de acordo com elas. É como se nosso “tesouro” estivesse sendo violado.
8) A máscara do conhecimento teológico.
Grande problema esse. Três conseqüências que pode trazer:
a) Produzir um nível de confiança na interpretação da vida. Achamos que tudo flui da nossa crença, e podemos estar enganados.
b) Produzir um reconhecimento pessoal de maturidade. Ofendemos-nos quando alguém nos diz que precisamos de ensino bíblico básico.
c) Produzir uma idéia que não somos culpados. “Sei o que é certo e fiz o melhor.” O conhecimento obscurece a responsabilidade pessoal. (Hb 5.11-14)
9) A máscara da santidade pessoal.
Isto significa estar cego ao fato de se assemelhar a um fariseu. Reduzimos o padrão de Deus a um conjunto de regras humanas possíveis de serem executadas. O evangelho está apenas relacionado a céu e inferno.
Ex. na igreja – a ênfase está sempre em coisas importantes, mas externas: templo bonito, pontualidade, dízimos, disposição para servir, roupas, organização, etc. Questões de ciúmes, zanga, ódio, julgamentos, sentimentos de vingança, amargura, falta de compaixão não são tratados. Mt 5.20 – Esse é o ponto principal da cegueira: achar-se justo por seguir regras.
10) A máscara do arrependimento.
Pessoas que acham que apenas conversar sobre seus problemas já é suficiente. Não há uma mudança substancial de coração nem de comportamento. Continua do mesmo jeito, mesmo tendo falado muitas vezes sobre o assunto. Quando confrontado, admite com muita má vontade e fica na defensiva.
Arrependimento bíblico significa mudança radical de coração que resulta em mudança radical na maneira de viver.
Sei que é duro este discurso, mas é o caminho de Deus para a santidade. Se o trilharmos, não ficaremos desapontados. Não deixe que as máscaras endureçam seu coração.
Faça uma avaliação do seu coração diante de Deus e deixe que o Espírito Santo arranque aquelas máscaras que porventura tem impedido você de enxergar a beleza da Sua santidade.

Pr Silas Arbolato da Cunha




Mágoas e Perdão

Pr. David J. Merkh
Longe de vós toda a amargura, e cólera, e ira, e gritaria...Antes, sede uns para com os outros benignos, compassivos, PERDOANDO-VOS UNS AOS OUTROS, COMO TAMBÉM DEUS EM CRISTO VOS PERDOOU (Ef 4.31,32) 
De todas as tempestades que assolam a família atualmente, talvez nenhuma seja responsável por mais destruição que as mágoas.  As mágoas representam ira não-resolvida.  Quase sempre envolvem as pessoas mais próximas de nós.  Enquanto nos indignamos quando ouvimos de tragédias acontecendo a pessoas em outras partes do planeta (terrorismo, genocida, etc.) normalmente não guardamos mágoas contra os vilões.  A pessoa magoada experimenta ira contínua, fervendo um pouco abaixo da superfície da sua vida, uma ferida aberta e podre que tempo nunca cura.  Talvez ela fique adormecida por um tempo, mas até que seja drenada do seu veneno fatal pelo poder curador da cruz de Cristo, mata a pessoa física e espiritualmente aos poucos.  As mágoas corrompem as fontes da vida.   
O primeiro passo para libertação das mágoas é identificar nossa ira.  Mas para alguns, não é muito “espiritual” admitir a ira.  Por isso, usamos outros termos para descrever o que a Bíblia identifica, sim, como “ira”: “frustração”, “tristeza”, “decepção”, etc.  (Ef 4.26,27,31). 
Deus nos chama para uma vida de perdão, o mesmo tipo de perdão que Cristo nos ofereceu pela Sua morte na cruz. Somente Cristo Jesus,vivo em nós, será capaz de transformar mágoas em perdão. 
Conselheiros bíblicos apontam para o fato de que a raiz de ira crônica (mágoa) muitas vezes é uma questão de nós não recebermos o que desejamos desesperadamente de outra pessoa ou situação.  Esse desejo pode ser tão intenso que se torna um ídolo em nosso coração, um objeto de adoração, mais importante que Deus em nossa vida.  Quando nosso desejo é bloqueado por alguém, respondemos com ira, guardamos mágoas, procuramos vingança, fofocamos ou odiamos essa pessoa que nos privou daquilo que achamos tão importante. 
Se você se encontra irado por muito tempo contra alguém, especialmente alguém da sua família de origem ou família atual, reflita sobre essa questão: “O que eu desejava tanto, que fulano não me deu?”  Por exemplo, alguém que foi rejeitado pelos pais ou um cônjuge pode responder, “Eu queria ser aceito.” Outra pessoa poderia responder, “Eu queria um pai presente, que brincasse comigo e se interessasse por mim.” Outra pessoa, “Eu queria que meu marido me tratasse como uma pessoa e não objeto”.     
Nossa cultura de vitimização justifica ira e mágoas como respostas a situações como essas—afinal de contas, realmente somos vítimas.  Mas uma cultura de vitimização nunca alcança vitória ou livramento da escravidão de mágoas.  E falha por não levar em consideração a vida de Cristo em nós—Aquele que foi o maior Vítima de todos os tempos. Na cruz Ele exclamou, “Pai, perdoa-lhes, porque  não sabem o que fazem”(Lc 23.34)  
Certamente não queremos minimizar ou negar o fato de que muitos entre nós SOMOS vítimas.  Mas afirmamos que, mesmo assim, somos RESPONSÁVEIS pelas nossas respostas aos abusos que sofremos.   
Em Mateus 18.21-35 Jesus contou a história de um servo devedor que não podia pagar uma dívida que equivalia entre 260.000 e 360.000 QUILOS de metal precioso (talvez ouro)--uma quantia que demoraria milhares de anos para quitar.  O rei perdoou-lhe sua dívida, só para descobrir que o servo ingrato lançou na cadeia um conservo que lhe devia o equivalente de 100 dias de serviço de um trabalhador comum.   
A moral da história?  Quando realmente percebemos o tamanho da dívida que temos com Deus, TODAS as ofensas que pessoas cometem contra nós, embora reais e difíceis, diminuem em comparação.  A chave está em reconhecer nossa própria dívida, e mergulharmos no amor e perdão que nosso Rei nos estendeu. 
Pessoas que ainda não reconheceram o verdadeiro estado do seu coração, a profundidade do seu pecado, a miséria da sua alma diante de Deus, muitas vezes têm dificuldade em perdoar outras pessoas os males que lhes fizeram.  Não entendem tamanha dívida que elas mesmas foram perdoadas e, por isso, guardam mágoas contra essas pessoas.  
Muitas vezes vivo grato pelo perdão, mas não ao ponto de perdoar aos outros.  Minha tendência é diminuir o tamanho da minha dívida para com Deus, imaginando que sou capaz de pagá-la, quando de fato a conta é impossível.  Por isso, recuso perdoar aqueles que me magoaram.  Guardo a minha ira, e responsabilizo as pessoas por satisfazerem meus desejos. 
Existe alguém que eu estou responsabilizando por ter me ofendido, que eu mantenho como devedor?  Guardo mágoas contra essa pessoa?  
Perdoar alguém que nos abusou, ofendeu, machucou ou privou é impossível sem uma obra profunda de Jesus no coração.  Só a vida dEle em nós para perdoar do coração!  Mas Ele prometeu nos capacitar para fazer isso e muito mais.
Você realmente crê que Deus pode carregar a sua dor?  Sarar as feridas que você recebeu na jornada da vida?  Pela graça e pelo poder de Jesus, você pode confiar ao Pai aquele que fez de você uma vítima?  Viver livre da ira e das mágoas envolve um evento E UM PROCESSO. Muitas vezes teremos de chegar a um ponto em que estendamos perdão “uma vez para sempre” para alguém que nos ofendeu.  Mas não significa que nunca mais seremos inclinados a lembrar o que ele fez, com a possibilidade de todas as velhas emoções voltarem como furação.   
“Perdoar e esquecer” soa melhor na teoria do que na prática.  Para muitos é impossível esquecer de eventos traumáticos em suas vidas. Mas podem, sim, “esquecer” no sentido bíblico quando escolhem não levar em conta as ofensas do passado.  É isso que a Bíblia quer dizer quando diz que Deus “esquece” de alguma coisa.  Ele não deixa de ser Deus, tendo uma memória fraca.  Mas Ele decide nunca mais levar em conta nosso pecado (Sl 103.10, 12).  Por isso, talvez tenhamos de passar pelo processo de perdão em nosso coração repetidas vezes, escolhendo cada vez pela fé não mais responsabilizar a pessoa pelo seu pecado, morrendo momento após momento ao “direito” de vingança, e estendendo o amor e perdão de Cristo. 
Também é importante lembrar que o perdão pode ser unilateral, quer dizer, podemos perdoar da nossa parte sem que a outra pessoa peça perdão, reconheça seu erro, ou aceite o perdão.  Não importa tanto quanto o fato de que estendamos para ela o perdão como Cristo fez por nós. 
Passos para o Perdão O que fazer se descubro ira e mágoa em meu coração?  Os “passos para o perdão” que seguem já ajudaram muitas pessoas a encontrar alegria, paz e liberdade da escravidão das mágoas.  Lembre-se de que esses passos são somente parte de um processo.  Não representam uma “fórmula mágica”, mas uma expressão de princípios bíblicos sobre o perdão.  
1. Identificar as ofensas específicas que a outra pessoa cometeu contra mim. 
2.  Arrependa-se do seu próprio pecado, confessando-o a Deus. 
3. Conte o custo de não perdoar. 
4.  Veja a pessoa que você está perdoando pela perspectiva divina
5.  Ore pela pessoa que você está perdoando. 
6.  Libere as ofensas que a pessoa cometeu contra você, e cancele a dívida dele(a). 
7.  Reconstrua relacionamentos, dentro do possível (e sábio).   
Talvez não seja possível voltar o tempo e reconstruir o relacionamento como era antes.  Mas há passos concretos que podem ser tomados,tanto quanto depender de você (Rm 12.18), para reconstruir o relacionamento. 
Artigo adaptado e usado com permissão do caderno Enfrentando Tempestades da série Construindo um Lar Cristão,  David J. e Carol Sue Merkh, Ralph e Ruth Reamer (SP: Editora Hagnos).

PAIS CUIDADORES






 
Perigo a Vista  
 
Pr. Davi Merkh 
 
 
 
Em casa há um perigo!  Moramos num bairro com baixo índice de criminalidade.  Não sofremos ameaça de terremoto, inundação, ou erupção vulcânica.  Enfrentamos, sim, outro tipo de desastre natural: temos cinco filhos!  A nossa escadinha vai das três aos treze anos.  Já fiz as contas e descobri que haverá uma época em que teremos quatro adolescentes debaixo do mesmo teto ao mesmo tempo.  Talvez seja por isso que tantas pessoas que se encontram com nosso "pequeno" exército exclamem "Que coragem!", como se a criança fosse como a praga bubônica . . .   
Nestes tempos em que tantas crianças são abortadas, abandonadas e entregues à paternidades artificiais, precisamos de uma visão renovada dos privilégios e das responsabilidades da criação de filhos.  É interessante que a Bíblia destaca o valor da criança no Salmo 127. 
1.  Filhos são Herança.  "Herança do Senhor são os filhos . . . " (Sl. 127:3a)  Na Bíblia o termo "herança"  representava segurança, força e a sensação de permanência.  Assim os filhos conservam o nome da família e garantem a continuação dos valores que lhe são caros.   O mistério da concepção pode ser examinado, dissecado, e até certo ponto manipulado pelo homem, mas a criança vem do Senhor.  Deus é o Autor da vida, e é Ele Quem dá à família ou dela retem a bênção dos filhos. 
2.  Filhos são Recompensa.  Salmo 127:3 também diz que o filho é um "galardão" do Senhor. Aquelas vidas preciosas concedidas a um casal como fruto de seu amor são tesouros muito mais valiosos que as posses materiais.  Hoje, quando tantos buscam estas últimas e desesperam-se pelo custo de manter uma família, fazemos bem de lembrar que Deus vê filhos como tesouro incalculável.  Que pai trocaria um precioso filho por uma montanha de prata?  E muitos casais sem filhos dariam uma montanha de ouro por uma única criancinha.  
Apesar do mundialmente aclamado "Ano Internacional da Criança" um tempo atrás, e de comemorações nacionais como o "Dia da Criança", a sociedade vem adotando uma atitude cada vez mais hostil para com a criação de filhos.  Filhos interrompem, muitas vezes, carreiras promissoras.  Bagunçam com o orçamento familiar.  Alteram radicalmente nosso estilo de  vida.  E, depois de dar tanto trabalho, nem sempre saem do jeito que esperamos.  Se sim, muitas vezes saem sem sequer um "Obrigado, papai."  
3.  Filhos são Flechas.  "Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade" (Sl. 127:4).  A flecha era o meio principal de defesa nos tempos antigos.  E, como as flechas, filhos representavam uma forma de proteção aos pais - uma defesa contra a solidão, um auxílio na enfermidade, um socorro presente na velhice.     

Como flechas, os filhos precisam ser direcionados.  Pressupõe-se que a família esteja deixando Deus edificar a casa--que Ele seja o Edificador do lar, e que ele dê os filhos para serem direcionados ao alvo certo.  A família edificada sobre outro fundamento vai ter problemas sérios.  Não terá disciplina no lar, nem qualquer esforço para inculcar valores bíblicos no decorrer dos acontecimentos do dia, nem o investimento de tempo e atenção nessas pequenas vidas.  Flechas sem rumo freqüentemente voltam, ferindo o coração dos próprios pais. 
4.  Filhos são uma Bênção. Uma palavra chave descreve o homem (ou mulher) que tem filhos: Feliz! "Feliz o homem que enche dele a sua aljava . . . " (Sl. 127:5).    O termo descreve a prosperidade tanto material quanto espiritual, enfatizando o bem-estar geral do casal com filhos.  Cada filho é nova fonte de vida para os pais, de alegria, de proteção, de santo orgulho.  Cada filho é uma nova representação da imagem de Deus na terra, uma imagem que deve ser protegida e criada com todo cuidado. 
Apesar de ser difícil criar filhos em nossa sociedade, é intenção de Deus que eles sejam bênçãos maravilhosas para seus pais.  A tendência que muitos hoje têm de vê-los como "inconvenientes", "acidentes biológicos" ou "ameaça ao contentamento pessoal" deve ser vigorosamente combatida por um exército de pais dedicados e realizados. 
A pessoa que edifica seu lar na dependência do Senhor, e, em vez de dedicar a vida à busca de tesouros materiais, cria vidas preciosas - esta, sim, é verdadeiramente abençoada em tudo que realizar.
 E . . . lá em casa há um perigo!  Há flechinhas por toda parte, e o arco muitas vezes não sabe exatamente quando nem como direcioná-las.  Mas  tudo bem, porque Aquele que no-las deu também está mostrando como atirá-las.  Graças a Deus.