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segunda-feira, 21 de junho de 2010

VISAO ESPIRITUAL






ABRINDO OS OLHOS VENDADOS

Tende cuidado, irmãos, jamais acontecer haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo;” Hb 3.12
um ditado popular que diz: “O pior cego é aquele que não quer ver.”
Dentre os vários assuntos tratados na Bíblia, um que mexe profundamente conosco é a santidade. Francis Frangipane, em seu livro “O desafio da Santidade” diz que “O caminho da santidade é um caminho tanto repleto de vida como de morte; tanto de perigos como de bênçãos. É um caminho no qual você será desafiado, preenchido pelo poder de Deus, tentado e crucificado. Mas não ficará desapontado. Se é a Deus que você procura, é a Ele que irá achar.”

Mas a própria santidade tem o seu primeiro passo: a humildade. No reino de Deus não há grandes homens, não há grandes servos de Deus. Se for grande não é servo e se é servo não é grande. No reino de Deus há humildes servos que Deus resolveu usar grandemente.

Mas para que isso aconteça, somos desafiados a expor nossas falhas, nossos pecados à luz da Palavra de Deus, provocando o arrependimento e a mudança de rota.

O problema é que a cegueira espiritual nos contamina e impede os nossos olhos de enxergar com clareza e profundidade bíblicas os pensamentos e motivações do coração (Jr 17.9) e deixarmos que o Espírito Santo efetue as mudanças necessárias em nossa vida.

O que chamamos de cegueira espiritual é bem exemplificado na carta à igreja em Laodicéia: “pois dizes: Estou rico e abastado e não preciso de cousa alguma, e nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu” (Ap 3.17).

O pecado nos veste com uma capa de engano, as quais chamo de máscaras. Portanto, o segundo estágio para alcançarmos a santidade envolve a exposição do nosso coração à verdade e a eliminação das mentiras que estão dentro dele. Se o Espírito vencer o poder do engano, então Ele vence o poder do pecado.

A seguir, descreverei dez máscaras que tapam nossa visão, as quais relutamos em tirar.
1)A máscara de um senso muito acurado de si mesmo
Tg 1.22-25 – uma pessoa só consegue ver a si mesma como realmente é quando se contempla atentamente no espelho perfeito das Escrituras. Devemos olhar para nós mesmos não como gostaríamos de ser, mas como somos e como Deus quer que sejamos. É preciso nos enxergar nos espelhos das Escrituras.
2)A máscara de ter sido vítima de pecado de outros.
Esta é a história de Mateus 7.1-5 – Nosso senso de vítima é mais absorvente que nosso senso de pecadores. Nunca somos nós quem precisa de mudança. O problema está sempre nos outros. Quando confrontados por alguma atitude indevida sempre damos justificativas e desviamos o foco de nós.
3)A máscara de provações e testes.
Gl 6.7,8 – Normalmente, achamos que não merecemos aquilo que colhemos. Não enxergamos que muitas coisas são conseqüências das nossas escolhas erradas e achamos que tudo é provação, porque põe em risco algo que nos é valioso.
4)A máscara das necessidades.
É quando nos vemos sempre como pessoas necessitadas. Não vemos que o nosso estado de necessidade é efeito do pecado (egoísmo) Ef. 2.3. A carência revela muito mais o que nós somos do que o que precisamos. O centro do universo é o nosso gosto, a nossa vontade. Normalmente responde com crítica irada a qualquer um que pareça ignorar sua pessoa ou suas necessidades. Acha que os outros é que são egoístas e não demonstram prontidão, quando na verdade ela é que está centrada em si mesma.
5)A máscara do conselho sábio.
Pv 17.16 - Só nos aproximamos de pessoas que concordam conosco. São conselhos que parecem sábios porque contribuem para nos enxergarmos distorcidos e não vermos as questões reais da vida.
6)A máscara do discernimento pessoal.
Vestimos esta quando achamos que nossas interpretações dos fatos e da vida é que são certas. Se formos questionados, logo o clima fica tenso. Discernimento não é resultado de ser analítico, mas de ser bíblico (Sl 119.98-100). As vezes os nossos desejos distorcem a nossa interpretação.
7) A máscara do senso de valores.
Os nossos tesouros é que motivam o nosso coração. Há tesouros que tem a ver com nossos relacionamentos: amizades, respeito, aceitação, amor. Fazemos uma lista de exigências e julgamos as pessoas quando falham em viver de acordo com elas. É como se nosso “tesouro” estivesse sendo violado.
8) A máscara do conhecimento teológico.
Grande problema esse. Três conseqüências que pode trazer:
a) Produzir um nível de confiança na interpretação da vida. Achamos que tudo flui da nossa crença, e podemos estar enganados.
b) Produzir um reconhecimento pessoal de maturidade. Ofendemos-nos quando alguém nos diz que precisamos de ensino bíblico básico.
c) Produzir uma idéia que não somos culpados. “Sei o que é certo e fiz o melhor.” O conhecimento obscurece a responsabilidade pessoal. (Hb 5.11-14)
9) A máscara da santidade pessoal.
Isto significa estar cego ao fato de se assemelhar a um fariseu. Reduzimos o padrão de Deus a um conjunto de regras humanas possíveis de serem executadas. O evangelho está apenas relacionado a céu e inferno.
Ex. na igreja – a ênfase está sempre em coisas importantes, mas externas: templo bonito, pontualidade, dízimos, disposição para servir, roupas, organização, etc. Questões de ciúmes, zanga, ódio, julgamentos, sentimentos de vingança, amargura, falta de compaixão não são tratados. Mt 5.20 – Esse é o ponto principal da cegueira: achar-se justo por seguir regras.
10) A máscara do arrependimento.
Pessoas que acham que apenas conversar sobre seus problemas já é suficiente. Não há uma mudança substancial de coração nem de comportamento. Continua do mesmo jeito, mesmo tendo falado muitas vezes sobre o assunto. Quando confrontado, admite com muita má vontade e fica na defensiva.
Arrependimento bíblico significa mudança radical de coração que resulta em mudança radical na maneira de viver.
Sei que é duro este discurso, mas é o caminho de Deus para a santidade. Se o trilharmos, não ficaremos desapontados. Não deixe que as máscaras endureçam seu coração.
Faça uma avaliação do seu coração diante de Deus e deixe que o Espírito Santo arranque aquelas máscaras que porventura tem impedido você de enxergar a beleza da Sua santidade.

Pr Silas Arbolato da Cunha

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