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segunda-feira, 7 de março de 2011

EDIFICANDO O NAO CONSTRUIDO























Nossos pais: nossos vilões





Nossos pais foram nossos primeiros educadores. Eles foram os principais responsáveis pela pessoa que nos tornamos. Embora seja difícil de admitir, nossos maiores defeitos foram herdados daqueles que nos trouxe à vida. Se não exercitarmos o perdão, nunca encontraremos a paz que tanto buscamos.


Perdoar os pais é necessário para prosseguirmos nossa caminhada. Estagnar nos erros que eles cometeram contra nós é o maior mal que podemos cometer a nós mesmos, isso porque já estamos cansados de saber que o perdão é um balsamo que cura todas as feridas. Ficar sem perdoar é sofrer em dobro as dores que já nos causaram.


Repare como os filhos condenam os erros dos pais e mais tarde muitos destes erros tornam-se também erros dos filhos. Inconscientemente copiamos os comportamentos daqueles que nos trouxe a vida. E muitos erros insistem em nos perseguir pela vida adulta. Só conseguiremos nos livrar deles no dia em que decretarmos que não seremos mais vítimas das mazelas que nossos pais plantaram em nossa psique.


Creio piamente que todo pai e toda mãe desejariam passar o melhor para seus filhos, mas se desviam desse desejo por falta de referencial. Nasceram num ambiente mal cheiroso e com isso não aprenderam a criar um ambiente cheiroso para seus próprios filhos. A pessoa só dá aquilo que tem. Quem não recebeu amor na dose certa, certamente não terá condições que transmiti-lo aos demais.


Recordo-me da história do Filho Pródigo e vejo quantas lições preciosas podemos tirar dela. Um filho que “se cansa” da presença do pai e vai em busca de outros ares, outras promessas de felicidade. Demora, mais um dia descobre que a verdadeira felicidade – ainda que não livre de problemas – está no seio da sua família. Volta arrependido e aprende com seu pai que o perdão é capaz de reatar os laços que as dificuldades da vida insistiram em desatar.


Não é fácil perdoar, mas sem perdão nada muda. Quem quer realmente ser feliz e se libertar dos traumas que o processo de criação lhes causou, deve relembrar de todo mal que seus pais lhe fizeram e decidir pelo perdão. Se os pais estiverem vivos, é bom ter um conversa sincera com eles, relembrando cada atitude que o feriu. Se já estiverem mortos, muito funciona a técnica psicológica chamada Gestalt. (Não é objetivo deste texto explicar tal técnica. Para quem tiver interesse no assunto, sugiro a leitura do livro “Ajuda-te pela psicoterapia”).


Resumindo, não somos exatamente a pessoa que gostaríamos de ser, tudo isso por “culpa” dos nossos pais. Foram eles que receberam de Deus a responsabilidade de nos educar da melhor maneira possível e falharam na missão que lhes foi confiada. Hoje, já adultos, de nada resolve culpá-los pelos erros do passado. A melhor maneira de encontrar a paz de espirito é perdoando-os por tudo de mal que nos fizeram e seguindo em frente, com a certeza de podemos correr atrás de nossa cura e certamente seremos curados.

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